Focar a família

Eu me sinto bem melhor em Desabafar isso.

2020.10.25 20:04 JohnSDBR Eu me sinto bem melhor em Desabafar isso.

Eu gostaria de aprender a lidar com o sentimento de fracasso que sinto todos os dias. Esse semtimento quando parece que você sempre poderia tá fazendo algo melhor com a sua vida. Estou tentando entrar na universidade há vários anos e, como quero cursar em uma universidade pública, a forma de entra é pelo vestibular "ENEM" (se você é BR deve conhecer muito bem). Acontece que venho falhhado nisso em todos os anos que fiz essa prova.
A culpa é minha poís pra passar é só estudar, porém minha mente é muito conturbada e desde o tempo que eu estava na escola sempre tive problemas pra lidar comigo mesmo e consequentemente minha relação com meus colegas de turma era péssima, o que atrapalhou bastante meus estudos, mas eu não vou botar a culpa neles como eu sempre botava antes. Eu tinha um problema EU. Se eu não consegui ir bem na escola ou no vestibular foi por culpa minha; outras pessoas na minha mesma condição conseguiram e se eu não consegui foi por falta de foco meu.
Cansei de botar a culpa ou na minha classe ou nas pessoas, sempre fiz isso a minha vida inteira e sempre vão ter pessoas ao meu redor e se eu não consigo lidar com isso é um problema que eu tenho e só é culpa minha. Passei muito tempo da minha vida culpando meus pais e minha família por tudo que eu me tornei ou pelos problemas que tenho hoje, mas depois que você cresce você aprende que seus pais são pessoas como você. Eles tem erro, tem falhas e tem problemas assim como você e da mesma forma não são perfeitos como você também não é. É muito difícil apreder isso principalmente quando você é jovem e culpa seus pais por tudo ou outras pessoas (eu tava falando sobre vestibular e olha onde estamos... é eu tenho certo problema em focar em apenas um assunto dclp).
Quando eu aprendi isso foi só então que consegui "ver" meus pais de verdade e também ama-los mais. Isso ficou ainda mais claro pra mim depois de ter um irmão e ver que eu várias vezes cometi o mesmo erro que meus país em criar meu irmão. Acontece que na vida tem certas coisas que você só consegue percerber se olhar de uma outra pespectiva. Esse desabafo pode estar bem positivo nesse ponto, mas ( e por quê eu estou contando isso como se fosse uma narrativa ou um diálogo? Bom, não sei...acho que eu consigo desabafar melhor assim, talvez tenha aprendido isso quando ia no pisicólogo) vou ter que falar de um assunto que eu realmente não gosto e que eu evito a todo custo que é suic*dio, mas eu simplesmente preciso botar isso pra fora
Suicdio na minha vida é mais um pensamento constante, mais uma vontade do que realmente "atitudes". Tem meses que penso mais nisso do que em outros e eu sempre desencorajo isso pra todos os meus colegas e amigos além de mudar sempre de assunto quando esse tema vem a tona. Em conclusão, eu não quero cometer suicdio, principalmente por causa dos meus país que sempre se esforçaram muito pra me criar e pra não deixar nada me faltar. Eu nunca poderia fazer algo assim com eles. Aontece que esse algumas vezes é um pensamento tão constante pra mim, tem vezes que tenho um surtos de ansiedade e na minha mente só vêm todos os fracassos que eu tenho tido na vida e o tanto que me odeio e começo a chorar por tudo que deu errado na vida..... isso vai longe.
Eu bêbo até ficar totalmente bêbado várias vezes na semana, muitas vezes dias seguidos porque aqueles momentos que eu tô sob o efeito do álcool são os únicos que aquela pressão da vida, das coisas que eu deveria estar fazendo e não fiz, das minhas responsabilidades e deveres que tenho procastinado esses são os poucos momentos do meu dia que tudo isso se suaviza até quase sumir e eu consigo ter um momento de relaxamento (óbiviamente me tornei um acoólatra). Eu não queria terminar esse desabafo nesse tom e tinha tantas outras coisas que eu gostaria de dizer, mas eu tenho que sair agora e posso desistir de postar se não fizer agora. Eu já vou me sentir bem mais leve só botando essas coisas pra fora. Em resumo eu quero aprender a lidar comigo mesmo.
(Me desculpem pelos erros de ortografia e se esse texto está incrivelmente "embaralhado" é porque minha mente é assim) .
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2020.10.25 16:01 BlurRex 6 anos procurando emprego, + de 300 currículos entregues e + de 60 entrevistas = Não consegui NADA! Cansei e vazei!

Isso é um manifesto. Venho por meio deste dizer que eu surtei. Tem 6 anos que procuro emprego e não consigo absolutamente nada. Moro em Brasília e eu não aguento mais esse lugar, já fiz um post falando que iria embora daqui devido a falta de oportunidades de emprego/cultura/lazer... e esse momento chegou. Estarei indo para São Paulo em Janeiro se não conseguir nada até lá.
Estou na minha ultima tentativa de achar algo, entregando currículos nos escassos mercados/farmácias/floriculturas e lojas aleatórias daqui, deve ter menos de 50 mercados e farmácias. Eu entreguei em 15 marcados e 10 em farmácias e 1 em floricultura na semana passada e amanha vou entregar no resto e ir em mais lojas de outros setores que não são pequenas e trabalha só pessoas da família (cidade do interior né) No total devo entregar uns 70 currículos.
Fui em mais de 60 entrevistas de 2014 até 2018. No início era quase sempre coisa do CIEE pq eu estava no ensino médio, era vagas pra Caixa econômica, Correios e umas lojas de shopping. Nunca deu em nada eu nunca fui chamado e creio que boa parte era pq eu não tinha experiência mas COMO TER EXPERIÊNCIA SE NUNCA ME DÃO A OPORTUNIDADE DE TRABALHAR PARA TER EXPERIÊNCIA!!???
Nessa época eu já tinha me formado em dois cursos avançados de informática Conhecimento intermediário do Photoshop, sei usar o pacote office completo e to sempre aprendendo algo novo, tenho uma digitação rápida graças ao curso, conhecimento do básico de hardware e software e como mexer em tudo e o intermediário do inglês e entendia muito, graças aos vários anos vendo musica com a letra traduzida e vendo série legendada. E não era um inglês mixuruca, eu conversava com vários gringos do Tumblr de boa, eu me garantia demais pra quem nunca pisou num curso de inglês e só tinha o inglês do ensino médio e estudava por fora sozinho. Mas isso nunca foi o suficiente pra ninguém aparentemente. (Agora em 2020 depois de fazer TI eu já tenho um conhecimento bem maior de tudo isso, melhorei demais meu inglês, Vejo filmes sem legendas e compreendo 95%, entendo muito mais de hardware e software....)
Hoje estudo francês sozinho, comprei um curso e irei fazer a prova para conseguir o certificado de nível A1 hoje, tem 10 semanas que comecei e já consigo ler textos pequenos, entendo por volta de 80% dos comentários em apps/jogos em francês do Google play, pq meu celular ta em francês e lá o povo fala o francês do povão, com gírias e tals. gosto de ler lá. Enfim, Estou aprendendo bem e coloquei isso no meu currículo atual que estou entregando por aí.
Em 2018 eu perdi a noção e cometi quase um crime pra minha saúde, eu andei tudo isso aí do print (PRINT AQUI, CLICA, A FOTO TA NO IMGUR) entregando currículos. Entreguei em tudo que foi loja até oficinas, que ali na Asa norte é lotado kkkkkkkkkk foram mais de 200 currículos nesse surto. Eu fiz isso em outubro, novembro e dezembro de 2018 e janeiro de 2019 1 vez no mês sempre começando do inicio da asa norte pq sempre tem umas lojas mais pra dentro do bairro e eu deixava elas pra depois, em janeiro, devo ter entregue uns 20 e só em loja pequena. Não consegui absolutamente nada, nem uma ligação só uma infecção urinária pq andei demais no sol mesmo tomando muita água, passei umas dores fortes e vim me contorcendo no ônibus.
Depois disso acordei pra vida e já comecei a ver que eu não era o problema, mesmo com muitas qualificações, só sem experiência, eu nunca consegui nem trabalho voluntário (sim, fui recusado em 3)
fui 1 ano ao psicólogo em 2016 e ela ja me alertava sobre isso, que eu estava me culpando demais sobre algo que não era culpa minha, era no mínimo culpa de JK kkkkkkkkkkkk mas eu ainda achava possível conseguir pelo menos vaga em algum fast food, sei lá (fui ingênuo)
Não moro exatamente no centro ali aonde o resto do Brasil conhece como Brasília e nós daqui chamamos de Plano Piloto, moro um pouco afastado e isso fode mais ainda qualquer oportunidade. Desde 2014 eu busco emprego, comecei com o jovem aprendiz que na época estava no auge mas o governo daqui direciona as vagas mais pra quem é adolescente de risco (pais viciado em drogas, na cadeia, pai/mãe violento) isso começou exatamente em 2014 e por isso geral estava sendo chamado pq geral aqui tem familiares nessas condições (sim, é uma cidade muito perigosa mesmo, um bairro tem guerra com outro e a galera de um bairro não pode ir no outro senão rola no mínimo uma surra) e eu não estou nesse grupo de risco, meu pai é funcionário publico mas num cargo baixo, não recebe 2000 por mês. Mas pro governo eu sou rico e isso já me foi dito até por uma assistente social de um programa de jovem aprendiz daqui, que por eu ser dependente do meu pai no imposto de renda até os 24 anos tudo do governo eu serei excluído. Esse provavelmente é um do motivos de nunca ter conseguido um jovem aprendiz. Mas já desencanei dessa, faço 24 anos em fevereiro de 2021, já era. Meu negócio agora é com vagas normais tipo mercado, farmácia, lojas... nunca consegui nada, eu desencanei do jovem aprendiz lá em 2017 quando comecei um curso na área de odontologia, esperando achar vagas mas não achei nada também, fui em 11 entrevistas em clinicas, em 1 sofri racismo de um paciente (era numa parte rica da cidade, o lago sul. Eu estava esperando na recepção e a moça achou que eu era faxineiro do local) e em outra o dentista riu na minha cara quando disse o nome de instrumental errado (EU TAVA NO 1º SEMESTRE PORRA) desencanei total dessa área quando fiz meus estágios obrigatórios e vi o quão podre é. enfim, Fui fazer TI - Desenvolvimento de Sistemas estou lá há mais de 1 ano e meio e nada de estágios os que aparecem dão pra quem mora perto da empresa pq gasta menos com passagem. Ainda estudo em EAD mas farei só esse esse semestre pra pegar o segundo certificado do 2º módulo, preciso dele para comprovar que posso atuar como Desenvolvedor de sites. Foi a matéria que mais gostei e pretendo focar nisso, fazer sites e vender.
Concluo que: O problema está realmente em Brasília e como ela funciona, nenhum dos meus irmãos conseguiram algo também e e isso lá em 2006/07/08 hoje eles nem moram mais aqui e não falta exemplos de pessoas que sofrem com a falta de oportunidades aqui, principalmente os da periféria de brasília que dependem de ônibus pra chegar no trabalho, esses quando não excluídos no processo por morar longe demais, demora no minimo 2 horas pra chegar no trabalho (e não Brasilia, praticamente não tem metrô)
Chegou o meu momento de sumir desse lugar pq senão vou ter 30 anos e morando com os pais, já comecei a vender tudo que tenho e não pretendo levar na mala, vendi casacos, calças que não servem mais, e tenho mais coisas a vender. Vou para São Paulo, só eu e minhas malas com o necessário para viver. Não tenho amigos, bichos, vínculos ou qualquer outra responsabilidade que me prenda em Brasília. também vou sem muito dinheiro, vou ver se consigo uma vaga em algum abrigo LGBT tipo o casa 1 por enquanto. Não conheço ninguém em SP só um amigo virtual que mora na Zona Leste mas ja vive de aluguel com pais. Eu vou, com medo claro, talvez eu sofra muito, passe fome, frio, durma na rua mas viver aqui não dá mais. sei que dias melhores virão.
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2020.10.23 05:05 c4sLu TDAH ou apenas preguiça/falta de motivação/desânimo?

Saudações! Vou tentar ser bem direto ao ponto. Desde muito cedo eu nunca consegui focar em uma única coisa. Aos 12 anos me interessei por programação mas já me arriscava manipulando imagens no Photoshop. Sempre gostei muito de pesquisar sobre diversos assuntos mas só consigo me atentar ao básico, nunca me aprofundando naquilo. Isso é terrivelmente frustrante pra mim, visto que faço História na Universidade Federal do meu Estado, um curso que depende de uma carga de leitura extensa. É muito difícil pra mim ler um livro, pode até ser um assunto que me interessa, mas rapidamente perco a motivação de lê-lo e navego no mar do conhecimento buscando outras áreas totalmente diferente daquela que eu acabei de tentar ler. Como explicar alguém (eu) que gosta de programar mas odeia Matemática. Que gosta de brincar no Photoshop mas cursa História. Começo algum projeto extremamente extasiado em alcançar bons resultados e no meio do caminho já sinto preguiça de continuar trabalhando nele e na maioria das vezes até quero desistir. Não sei o que acontece comigo. A maioria das pessoas que eu conheço conseguem ser disciplinadas. Conseguem estudar. Eu não consigo estudar. Passei no Enem porque eu sempre li muito diferentes temas e tinha uma bagagem cultural elevada para escrever uma redação decente (tirei 820 a propósito, na Redação). Mas eu não estudei nadica de nada. Justamente porque eu não consigo. Não consigo cumprir horários, nem prazos, quanto menos metas. Fico enjoado muito rápido das coisas, minha mente parece estar sempre a milhão. Será que isso é só uma fase, preguiça, falta de motivação, desânimo ou indícios de algo chamado TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)?
O problema é que falo isso pras pessoas, inclusive pra minha família, e elas atribuem isto a tudo menos a sintomas de uma doença.
O que fazer? Como proceder? Alguém me dá uma dica porque eu não faço ideia.
EDIT: Já tentei fazer uso de nootrópicos e vitaminas B12 por recomendações de um antigo farmacêutico, mas não obtive sucesso. Li alguns relatos na internet e vi que os nootrópicos surtem efeito placebo.
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2020.10.23 01:52 Aaaaaaaarthur Não estou bem

Essa pandemia está sendo um pé no saco, minha meia irmã tem apenas 6 anos, e meu pai e a esposa dele ficam fora das 6:30 da manhã até às 17 da tarde.
Para ajudar eles, todo dia eu acordo cedo e vou de bicicleta até a cidade deles para cuidar dela, faço almoço, ajudo ela nas atividades, brinco e sou irmão pra tudo, boa parte do tempo eu sou obrigado a ficar no meu computador fazendo atividades da escola e estudando sobre investimentos e como ganhar dinheiro, já que o outro lado da minha família também está com dificuldades.
Eu tenho 15 anos, sei que tem gente em situações bem piores, mas eu sinto que me privo de muita felicidade fazendo isso, não é a minha vida, eu não estou tirando o melhor proveito desse tempo em casa, as vezes só o que eu quero é ficar em casa em silêncio deitado na minha cama, mas eu não consigo mais ter isso.
Meus fins de semana são cobertos de desânimo, estou sempre cansado e não tenho vontade de sair de casa com minha família.
É meu desabafo, eu só quero ser um vegetal as vezes, mas não consigo focar em mim mesmo
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2020.10.21 02:42 haha-charadeur Bad

Boa noite família! Agora noite bateu uma bad aqui. Eu tava pensando nos relacionamento acabados de tempos atrás e vi o quão difícil realmente é encontrar um parceiro ideal para que esteja sempre ao seu lado.
Estou conversando com uma garota e ela parece ter muitos contatos e vejo que eu sou apenas mais um. Ela deve estar bem acostumada a sair com outros caras e aí me vem a reflexão de que se realmente possa valer a pena.
Estamos marcando de nos encontrar pra conversar, beber ou comer alguma coisa, mas a previsão aqui é chuva, então, provavelmente eu dê alguma desculpa para não ir.
No quesito das relações estou vendo que estão se tornando cada vez mais superficiais, estou começando a pensar da mesma maneira como era antigamente. Talvez seja bom que eu faça uma pausa e para de procurar algo que ainda não encontrei, talvez eu ache ou talvez não. É o medo de se entregar.
Vou focar mais em mim, nos meus afazeres, viver a vida do meu jeito, não levar nada para o sentimental e principalmente no meu lado profissional.
Boa noite!
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2020.10.19 14:52 Hydra666__ Sem rumo novamente, acho que eu prefiro a morte

Bom, semana passada eu havia feito um post aqui dizendo que no dia 13 eu teria resposta se eu fosse efetivada em um emprego depois de 2 anos sem... bom esse emprego era tóxico eu sei que eu me esforcei ao máximo, mas jogaram coisas absurdas na minha cara tipo "seu chefe não é competente pra treinar pessoas então desculpa". Bom o problema maior disso tudo é que eu moro em um lugar muito abusivo também então esse emprego mesmo me fazendo mal eu precisava dele a todo custo para sair daqui. Depois do ocorrido eu tentei focar no vestibular porque seria minha única opção depois dessa, eu gostaria muito de poder passar em medicina e apostei o meu restinho de salário comprando um cursinho para passar na faculdade e me infiltrar em alguma república bem longe daqui... mas ta difícil. Infelizmente eu moro com meu namorado, são tantas agressões psicológicas que eu me sinto morta a tanto tempo eu não sei, eu não consigo pensar mais. Eu acabei piorando meu dda (tipo de tdah só que sem hiperatividade), minha ansiedade esta constante eu não consigo comer nada e com isso perdi 4kgs em um mês. Ontem eu tentei descansar um pouco e Infelizmente eu esqueci algumas coisas, eu realmente me sinto com algum problema de atenção porque ta muito difícil. Enfim por ter esquecido de fazer algumas coisas ele quebrou a minha cama, me mandou ir embora 22:30 da noite sem ter ninguém por mim. Eu nunca quis estar aqui eu só vim pra cá porque minha mãe achava mais conveniente ficar do lado do meu padrasto que me maltratava, minha infância não foi nada saudável pois ela me deixava sozinha em casa pra ficar com o marido dela... Meu pai foi embora de casa quando eu era nova e disse que não tinha mais família. Enfim eu realmente queria ter alguém pra contar mas eu não tenho. Eu desenvolvi muitos problemas aqui e eu realmente não sei mais o que fazer. Estou arrumando as partes da cama que estão desmontada, mas meu pensamento no momento é só de poder tomar os remédios e enfim morrer, quem sabe assim eu não seja um peso pra ninguém.
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2020.10.15 08:07 yupsalmeida Não sou eu

Esse ano me descobri trans, e fui muito bem aceita pelos meus amigos, mas, eu definitivamente n posso falar isso pros meus pais, visto que uma parte da minha família é extremamente conservadora e eu n me sentiria bem se eles soubessem. O problema disso tudo é que eu n posso ser quem eu quero na minha casa, queria usar vestidos, maquiagem, pintar meu cabelo de rosa, sla ficar muito linda e definitivamente não tem como falar com meus pais sobre isso, eles são até de boas mas nunca iriam me entender e provavelmente iriam falar pra minha família. Eu tava tentando sair de casa pra morar em outro estado e ser eu mesma la, estou estudando pra isso mas vez ou outra minha namorada fica muito mal com uns problemas e não consigo focar nos estudos. Enfim foda, tô triste
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2020.10.13 07:10 TapperTotoro Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 5/365

Uma espécie de diário aberto: Tinha vezes em que eu não queria ou voltava para casa.
Olá!
(Editado: comecei a escrever há mais de três horas (usar atrás nesse ponto configuraria redundância lol) e agora que terminei, vejo que o texto é enorme. O próximo será mais curto, prometo!)
Para colocar em perspetiva: tudo isso aconteceu no meu último ano de casamento, e nessa mesma altura, os pensamentos sobre acabar com a minha própria vida ganharam tamanha força e se a minha ex-esposa não tivesse ficado grávida do nosso segundo filho, tenho a certeza de que não estaria por cá hoje. Ele, o meu segundo Príncipe, foi um dos gatilhos para a minha decisão de lutar pela vida.
Em 2018 aconteceram imensas coisas e mudanças na minha vida, começando pelo caos no início do ano após perder o trabalho porque os serviços de fronteiras e estrangeiros de Portugal cometeram um erro relativo à caducidade do meu cartão de residência (deveria caducar em Agosto, e eles colocaram Fevereiro - o documento tem a validade de 5 anos, o meu teve 4 anos e 6 meses apenas), e por conseguinte, estar impedido de trabalhar (por conta própria ou de outrem), seguido do facto que eles obrigaram-me a renovar o meu passaporte que caducava em, na altura, mais ou menos seis meses (para cidadãos Angolanos isso implica duas coisas: ou gastar mais de dois mil euros para viajar para Angola e tratar dos documentos ou pedir para alguém que tenha uma procuração para tratar, apostilar e autenticar em vários órgãos governamentais Angolanos e Portugueses em Angola tais documentos, coisa que demora pelo menos 2 meses).
Segundo, o piorar da relação "juridico-afetiva" porque mesmo com todas as coisas que aconteciam na minha vida, a minha ex-esposa acusava-me das coisas mais absurdas (se ela sonhasse com algo que me envolva com outra mulher a culpa era minha; se uma mulher na rua olhasse para ela de forma fixa era porque tinha alguma coisa comigo mesmo quando ela saía sozinha; discussões e acusações de que ela era vítima por parte da família dela acabavam sempre com o "eu só não faço porque o Aladino não gosta" - nota: esforçava-me para estar com a família dela, mas havia dias em que preferia não estar porque não são as melhores pessoas do mundo, mas nunca a proibi de ir, mesmo sem mim, mas ela sempre disse que não ia porque eu não queria ir ...).
Tudo isso e mais alguma coisa me fez me focar imenso em começar a trabalhar num projeto pessoal enquanto estava proibido por lei de exercer alguma atividade laboral remunerada por causa dos meus documentos de residência que, mesmo que erradamente, estavam caducados. Então atirei-me de cabeça para um projeto literário para editar e publicar obras de outros autores sem cobrar absolutamente nenhum valor monetário. Como é que pretendia ganhar dinheiro com isso? Por cada cópia das obras artísticas que o autor vendesse, eu ganharia 5% e outros 5% iam para um fundo para ajudar tanto os autores quanto outras pessoas que precisassem de ajuda, 10% o autor tinha a opção de investir para criar "merchandise" e os restantes 80% revertiam integralmente para o autor, afinal, ele é a pessoa mais importante no projeto que tinha. Além disso, também tinha alguns pequenos investimentos que me ajudavam a suportar as despesas mensais ...
Aos poucos fui ficando mais reservado pois sentia-me traído pela minha ex-esposa depois de ter pedido em várias ocasiões para que ela não me usasse como escudo para as guerras dela e para que parasse de falar dos meus projetos e problemas ou questões para outras pessoas, coisas estas que só diziam respeito a mim e à ela. Ela prometeu-me também em várias ocasiões que não o faria (por incrível que pareça, as mesmas pessoas que eu não queria que soubessem das coisas, não sei com que intuito, conversavam comigo a falar sobre tudo o que faço, e também sobre as que não fazia eu a ideia que fazia, mesmo sem ter eu contado nada, exceto para a minha ex-esposa), mas por amá-la imenso, não me chateava ou discutia. Na verdade (só) discuti uma vez, pois prefiro sempre estar calmo e conversar do que me exaltar ...
Isso fez-me adotar um ciclo que se tornou mais vicioso do que era: acordar, trabalhar, estudar e quando me lembrasse, comer. Era (quase) tudo o que fazia. Não havia nos meus dias espaço para lazer para mim, não havia espaço para falar com amigos (ou poucos que restavam e que não sucumbiram ao veneno dela ou não pararam de falar comigo por causa dos ciúmes dela), não havia espaço para viajar e estar com a minha família; nada extra, somente acordar, trabalhar, estudar, comer, tentar dormir.
Aos poucos o projeto começou a dar muito certo, e como não tinha dinheiro para contratar alguém para me ajudar, tampouco podia por causa da situação dos meus documentos; comecei a fazer mais coisas, como ir à reuniões com possíveis autores e com os que tinham obras comigo para editar e publicar, conhecer instituições com as quais queria ter parcerias, salas e auditórios para o lançamento das obras que editaria e publicaria sob o selo do projeto, enfim, uma infinidade de coisas que não conseguia terceirizar. Além das imensas chamadas telefónicas e emails, tinha de ir presencialmente a muitos lugares, recebia muita gente em casa também (onde tinha o meu escritório) e muitas das vezes tinha de ir para lugares que só funcionavam ao final da tarde e noite (na maior parte das vezes era porque eu só conseguia ir para lá ao final da tarde mesmo).
Por algum motivo, a minha ex-esposa tinha ciúmes disso e as pessoas diziam que andava a traí-la, tanto que ela visitou "bruxas" ou pessoas que "têm visão" e que diziam que era isso que eu andava a fazer sempre que recebia uma mulher em casa (eu sou "bissexual" e as pessoas com "poderes sobrenaturais" nunca afirmaram que eu a traí com homens, só com mulheres), mas não me importava com isso pois tinha a minha consciência limpa. O cúmulo foi quando alguém disse que me viu num lugar com uma mulher qualquer quando estava em casa a dormir, e ela minutos antes saiu de casa para ir às compras e deixou-me a dormir e era fisicamente impossível eu estar naquele lugar (não existe maneira de sair em menos de 10 minutos do ponto A até ao ponto B quando a distância entre ambos é de mais de 20 quilómetros e só existirem estradas muito movimentadas e com limite de velocidade de 60 Km/h nessa mesma área). Nessa ocasião, depois de já termos tido vários momentos em que ela gritava comigo por ciúmes (ou simplesmente por algumas vezes dar eu prioridade às coisas que faço em vez das dela - para colocar em perspetiva: 80% do meu tempo e dinheiro foram gastos com e para ela, 19% com os meus filhos e o restante 1% era para mim e para os meus amigos e outros familiares, isso desde que me mudei para Portugal em 2012) ela preferiu acreditar na pessoa que disse que me viu na rua com uma mulher qualquer. Simplesmente cansei-me de (tentar) explicar e voltei às minhas coisas (nota: não é muito fácil eu ser confundido com outra pessoa, primeiro porque sou extremamente alto, e segundo porque eu tinha o cabelo cor de prata na altura e não corto a barba numa tentativa de fazê-la crescer, coisa que se tem mostrado infrutífera para a minha deceção heheheh).
Os dias em que eu saía de casa, conduzia sem destino ou estacionava o carro num lugar qualquer e caminhava sozinho, voltando para casa somente no dia seguinte.
Depois desse episódio absurdo, passei e ligar cada vez menos ao que as pessoas diziam sobre mim, inclusive ela, a minha ex-esposa, pois nada disso me estava a fazer bem, e sempre que o ambiente em casa ficava insuportável, eu saía de carro sem destino, sem atender o telemóvel ou ver as mensagens, eu simplesmente queria estar sozinho com os meus pensamentos e tentar entender o porquê de mesmo não fazendo nada de errado, estar sempre errado. Todo esse caos junto com o luto pela morte do meu pai que só consegui fazer depois de me divorciar, arrastaram-me para o fundo do poço da saúde mental, não havia um dia em que eu podia parar para estar com ela sem que começasse tudo bem e se alguma pessoa afirmasse alguma coisa que não fiz, ela simplesmente acreditava nelas mesmo não dando eu motivo para tal. Ou terminavam mal quando ela queria sair e eu não podia/queria ir com ela, ou se fosse, não fizesse tudo exatamente como ela queria que eu fizesse.
E esses dias terminavam comigo a ouvir os gritos dela, com ela a gritar com o meu primeiro Príncipe por coisas absurdas, com ela a chorar e a pedir desculpas e prometer que mudaria e não mais gritaria pois eu odeio gritos por causa da minha infância e ela sabe disso desde que nos conhecemos, e afirmava isso sempre que pedia desculpas; mas o dia seguinte era só uma "reprise" do dia anterior mas mais intenso pela negativa ... a única saída para mim era sair de casa sem destino, ir até ao mar algumas vezes e deixar que o mundo lavasse a minha alma e mente, mas estava errado. Ninguém sobrevive ao caos se não sair dele definitivamente e afastar-se da variável que é a ignição do caos. Eu só percebi isso num dia em que saí de casa de madrugada e numa estrada reta fechei os olhos (não para dormir, mas fechar para não ver o mundo mesmo) e acelerei o máximo que pude. Eu queria ver até onde é que conseguia ir se não visse nada, ou o que aconteceria se tivesse um acidente, mas alguma coisa fez-me abrir os olhos.
No dia que precedeu o em que fechei os olhos enquanto condizia, a minha ex-esposa voltou para casa a chorar em desespero com uma carta (é assim que se chamam dos documentos ou faturas que chegam por correio aqui em Portugal) aberta na mão, e eu soube logo que ela estava grávida do nosso segundo filho, mesmo não sabendo que ela tinha feito o teste ou que suspeitava disso. Soube porque a reação dela foi exatamente igual quando ficou grávida do nosso primeiro filho. Novamente eu sorri e fiquei super feliz apesar de ter, durante o ano de 2017, dito que não queria ter outro filho (ela disse muitas vezes para mim e para outras pessoas com quem estivemos que queria ter outro filho). Abracei-a e limpei as lágrimas dela, disse que estava tudo bem e que teríamos o filho e ela disse que chorava porque achava que eu não quereria que ela tivesse a criança (porque ela contou para outra pessoa antes de me ter contado que estava grávida e esta disse que eu diria para ela fazer o aborto, mas eu sou pró-vida e sempre disse para ela que apesar de não querer, nunca recorreria ao aborto caso ficasse grávida novamente pois todas as vidas são preciosas para mim). No momento não dei importância para esse pequeno facto pois estava tremendamente feliz ... E meses depois, quando a nossa relação chegou no ponto de rotura, soube que ela planeou a gravidez e que usaria isso para prender-me à ela e "salvar" a nossa relação.
Foi um dos piores sentimentos que tive ao ouvi-la a dizer isso ao telefone enquanto falava com a nossa gestora de conta bancária. Ela nunca soube que ouvi essa conversa (acho que achou que eu estivesse no escritório no piso superior de casa e ela estava na sala no piso inferior e do corredor dá para ouvir quem fala na sala, mesmo com a porta fechada). Depois disso, outra pessoa mandou-me uma mensagem a dizer a mesma coisa, e perguntou porquê é que eu queria que ela ficasse grávida só para salvar a nossa relação ... Nunca respondi essa mensagem. Nunca contei para ela que sei de coisas que fomentaram o meu dizer "sim, aceito o divórcio" quando ela pediu o divórcio a meio da gestação do nosso segundo filho (o divórcio também era mais uma jogada dela para "pressionar-me psicologicamente"). As pessoas que se importam comigo até hoje mandaram-me áudios, prints das mensagens trocadas onde ela dizia as coisas mais absurdas e partilhava os planos que tinha para preservar o nosso casamento e manipular-me psicologicamente; cheguei inclusive a entrar para as contas dessas pessoas com a autorização delas só para ver que os prints e áudios eram reais e recebidos das contas que ela usa. Mas o meu "sim" para o divórcio, foi mesmo quando uma das pessoas da família dela disse, numa conversa telefónica, que se me visse na rua atropelar-me-ia por estar eu a pedir o divórcio numa altura em que ela estava grávida, entretanto, quem pediu o divórcio foi ela, depois de sem eu saber ter ela ido ao advogado tratar dos papeis, e para todas as pessoas que ambos conhecemos ela disse que fui eu a pedir o divórcio e a tratar disso (os agendamentos com o advogado).
No início do ano corrente (2020) confrontei-a com esse facto último, pois por alguma razão ela andava a tentar controlar a minha vida mesmo depois do divórcio e disse na minha cara que fui eu quem pediu isso (o divórcio) e que só estamos divorciados porque quis e pedi isso. Foi a primeira vez que ela disse essa mentira para mim, e fiquei chocado pois ela acredita nas próprias mentiras que cria a ponto de contá-las para mim com se fosse verdade. Mandei para ela as mensagens do dia em que ela avisou que estava marcada a reunião com o advogado para tratar dos papeis do divórcio, e na mensagem seguinte pergunto: O quê? Divórcio? Que divórcio?
Ela nunca respondeu a mensagem em que a confrontei com o facto de que foi ela quem pediu o divórcio, não contei outro facto sobre coisas que sei dos planos ardilosos engrenados por ela; e acho que nunca contarei. Só espero que os meus Príncipes sejam fortes o suficiente para lidar com ela até a maioridade, e que ela não os manipule da mesma ou de outra maneira.
Depois do divórcio, nunca saí de casa sem destino, nunca mais discuti com alguém ou me exaltei, vivi na rua e tive crises de ansiedade graves, fiz medicação para a mente, fui acompanhado por psicólogos e tive de ir à polícia apresentar uma queixa de violência doméstica (mesmo depois do divórcio, qualquer tipo de violência psicológica ou física por parte de um ex-conjugue configura violência doméstica aqui em Portugal e pelo que me lembro das aulas de direito que tive no secundário, em Angola também), mas tudo isso foi parte do processo para poder sair definitivamente do buraco da depressão ...
Para todas as pessoas que estejam a viver algo parecido, a melhor saída é mostrar para as pessoas que fomentam o caos da vossa vida que elas são o mal que vos afeta a ver se elas percebem o mal que fazem, mas tentem o máximo que puderem, caso as coisas não mudem ou comecem a piorar, simplesmente afastem-se delas, definitivamente ou não, mas afastem-se, pois a saúde mental degrada-se imenso e se passamos o ponto de rotura, as consequências podem ser desastrosas. Nada nesse mundo vale a perda de uma vida, nada nesse mundo é precioso o suficiente para poluir a nossa saúde mental a ponto de todas as coisas e pessoas se tornarem só objetos animados que nos rodeiam. Afastem-se de tudo e de todos os que fazem mal com consciência dessa maldade. Amem ao máximo, mas afastem-se.
Com carinho;
Aladino.
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2020.10.10 21:06 mggodoy consequências da mudança

hoje é sábado, estou em casa deitado no sofá e esperando o dia acabar, parece que toda semana um looping se repete: mexo no celular, almoço e vou dormir, entendo que com a quarentena consequentemente minha vida se tornaria monótona, mas pq tão monótona? eu tentei aprender inglês, tentei praticar calistenia, tentei comer coisas saudáveis, tentei tirar documentos para arrumar um emprego de jovem aprendiz (sou adolescente) EU TENTEI de todo jeito sair dessa maldita vida chata, mas eu sempre parava no mesmo lugar, sinto que meus pais não estão contentes comigo, eu sinto raiva deles, sinto raiva de tudo e de todos.. a alguns dias eu saí às 5 da manhã para fazer caminhada, não contei para ninguém e apenas fui correr, em uma tentativa de voltar a viver, mas sabe o que é interessante? EU VOLTEI PRA MESMA MERDA DE LUGAR, voltei pra porra do meu sofá com meu celular na mão, lendo merdas no twitter, vendo pornô e comendo porcaria, eu não quero desistir (e não vou), mas pq caralhos tem que ser tão difícil? eu amo minha família, mas estou tão frustado que consigo ir do amor ao ódio em segundos, eu tento mudar e tento lutar contra meu ego pra ser alguém melhor, porém só recebo olhares com expressões de desgosto e decepção, a anos atrás eu era o cara descolado, que pegava todas meninas da escola e fazia merdas de adolescente, tinha centenas de amigos e se sentia feliz, eu tentei mudar pq não queria ser um fracassado futuramente, tentei focar nos estudos e melhorar com meus pais porém tudo isso só fez eu ficar sem amigos, sem vida social e com uma relação ainda pior com minha família
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2020.10.07 11:31 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Escrevi isso de madrugada porque nem consegui dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas por possíveis erros gramaticais e não sei se alguém vai ler.

Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.

Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir na casa dela para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.

Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu.
Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos.
Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar.
Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.

Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.

Minha avó sempre foi extremamente persistente, independente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.

Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.

Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.

Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.

Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.

Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.

Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.

E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.

De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. Mesmo agora, provavelmente no fim da vida, ela dá uma aula de como viver a vida. Continua sorridente, divertida, carinhosa, extremamente pé no chão, agradando os gatos e conversando de forma lúcida e perspicaz. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.10.07 07:18 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Estou escrevendo isso de madrugada porque nem consigo dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas e não sei se alguém vai ler.
Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.
Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantinhas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir aqui em casa para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.
Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu. Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos. Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar. Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.
Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.
Minha avó sempre foi extremamente persistente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.
Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.
Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.
Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.
Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.
Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.
Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.
E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.
De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.10.04 22:43 Belangueira Existe prazo de validade para algumas coisas?

Sempre tive vontade de aprender a tocar violão/guitarra, mas minha família sempre foi contraria a isso, dizendo que eu devia focar em outras coisas. Hoje tenho 25 anos, estava trabalhando até antes da pandemia e tenho minhas economias, mas sempre ouvi falar que para aprender qualquer instrumento é preciso começar desde criança. O que vocês acham?
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2020.09.27 03:46 Yuri_Kunz Eu cansei da minha mãe

Oi, esse é meu primeiro post então não sei como funciona o reddit, mas vou começar por aqui Diretamente ao assunto, eu cansei da minha mãe, motivos?Vários Primeiro, ela já fez muitas piadas homofóbicas na minha frente, eu sou homossexual não assumido, muita gente sabe menos minha família (da família apenas minha prima sabe), essas piadas me incomodam muito e não são exclusivas dela, meu pai por exemplo, também faz, mas vou focar na minha mãe pq da minha família é a pessoa que eu mais passo tempo e conheço, sendo também a que mais odeio e amo ao mesmo tempo Segundo, o temperamento explosivo dela, se vc fizer algo que seja fora da linha de raciocínio dela, parabéns, vc vai receber gritos se for parte da família, sério, ela reclama de coisas que eu faço mesmo ela fazendo também, tipo ficar no celular por muito tempo Terceiro, a falta de preocupação com minha e a saúde mental dela, recentemente não fico mais tão feliz quanto antes, me sinto vazio, como o youtuber Drawn Mask falou em seu vídeo, quando ele tinha depressão ele sentia vontade de voar no universo solto aonde quer que ele fosse sem que nada pudesse atrapalhar ele, então, tenho esses mesmos sentimentos, já falei pra minha mãe q posso ter ansiedade, falei pq isso é problema a ser tratado com psicólogo e assim contaria a essa pessoa sobre minha tristeza, além de que posso ter ansiedade, não consigo ficar parado por muito tempo e me mexo (ou é mecho?Não sei) toda a hora, às vezes eu mexia minha perna tanto na mesa da escola que ela ficava dolorida, sobre a saúde mental dela eu prefiro não comentar pq seria muito mais coisa, mas eu consigo ver que ela também sofre, o que faz eu me sentir culpado por pensar coisas ruins sobre ela Quarta e última coisa, ela estar traindo meu pai, descobri isso a meses e não sei se ela parou a traição, mas vi uma mensagem de um cara que dizia, "Oi, amor ❤", se poderia ser um estranho aleatório vc pergunta, bem, não foi uma vez e toda vez as mensagens com ele estão apagadas, ou seja, ela não quer que vejam algo, como vejo as mensagens dela?Quando ela deixa o celular solto e aberto no wathzap (não importa como se escreve), eu olho por cima, a primeira mensagem que vi foi quando eu estava usando o celular dela pra uma pesquisa de escola vi a mensagem uma notificação dizendo "Oi, amor ❤", então fiquei com a pulga atrás da orelha, o pior de tudo é que ela fica dizendo que meu pai traiu e ainda traí ela, o que me deixa muito bravo Tem mais coisas que gostaria de comentar mas já escrevi muito, espero que me compreendam
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2020.09.22 22:50 AnzoLinux Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas Sem essas quatro questões, qualquer discussão se torna puramente emotiva, ideológica e estéril

Steve Horwitz
Já escrevi vários artigos e concedi muitas entrevistas contestando a popular afirmação de que a desigualdade está piorando. Os artigos contêm uma ampla variedade de dados (muitos podem ser encontrados aqui e aqui), mostrando que muitas das afirmações sobre essa "desigualdade crescente" de renda ou estão erradas, ou são exageradas ou ignoram outras evidências.

Entretanto, o que eu quero aqui é, especificamente, focar em quatro questionamentos que devem estar no centro de qualquer discussão sobre desigualdade.

Primeira pergunta: estamos falando de desigualdade ou de pobreza?

Com frequência, esses dois problemas se confundem nesse tipo de discussão.

Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.

As duas coisas, pobreza e desigualdade, se confundem facilmente, de modo que muita gente que se preocupa com a pobreza (com quem não tem, por exemplo, acesso a saneamento básico ou a educação) acaba falando de desigualdade: da diferença entre os mais ricos e os mais pobres. E essa confusão muda a maneira de pensar: pobreza e desigualdade acabam se tornando a mesma coisa, de modo que o melhor remédio contra a pobreza seria a redução da desigualdade, o que via de regra significa tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos.

Consequentemente, aqueles que se dizem preocupados com a desigualdade frequentemente começam a discorrer sobre como a situação está ruim para os mais pobres. Aparentemente, tais pessoas presumem que uma desigualdade crescente deve significar que os ricos estão enriquecendo e os pobres, empobrecendo.

Mais especificamente, alguns parecem acreditar que os pobres estão mais pobres porque os ricos estão mais ricos. Isto é, eles supõem que a economia seja um jogo de soma-zero, de modo que, se alguns estão mais ricos, esta opulênciasó pode ter vindo dos pobres.

Sendo assim, limpe o terreno, esclareça os termos e eleve o nível da conversa. Certifique-se de que todos estejam falando a mesma coisa. Porque se estivermos discutindo a pobreza, a evidência esmagadora é a de que, globalmente, a miséria se reduziu dramaticamente nos últimos 25 anos.

Segunda pergunta: estamos falando de desigualdade de renda, de riqueza ou de consumo?

Aqueles preocupados com desigualdade costumam confundir renda e riqueza nessas discussões. Mesmo este famoso vídeo comete esse deslize. Ele começa apresentando dados sobre riqueza, mas, várias vezes ao longo da apresentação — incluindo uma longa discussão a respeito de um gráfico — ele se refere ao salário das pessoas. Salário é renda, não riqueza.

Riqueza se refere à soma de nossos ativos (dinheiro, imóveis, terras, carros e outros bens) menos passivos (dívidas em geral e contas a pagar). A riqueza é um estoque.

Já renda é a variação líquida de nossa riqueza em um dado período de tempo, seja porque ganhamos um salário, um dividendo de uma ação, juros de uma aplicação, ou aluguel do inquilino. A renda é um fluxo.

É possível ter uma grande riqueza, mas uma renda baixa, como uma pessoa idosa que vive só de sua magra pensão ou dos juros de sua poupança, mas que tem uma casa totalmente quitada.

Inversamente, alguém pode ter alta renda e baixa riqueza financeira. Por exemplo, alguém que tem um alto salário, mas gasta imediatamente tudo em bens de consumo.

Os dados serão diferentes dependendo de estarmos falando de riqueza ou de renda. Seja claro nesse tópico.

Desigualdade de consumo é uma terceira possibilidade. Trata-se da diferença entre o que ricos e pobres podem consumir. As evidências disponíveis sugerem que a desigualdade de consumo é muito menor que a de renda ou riqueza, principalmente nos países mais desenvolvidos. Os lares dos americanos pobres possuem quase todas as coisas que os lares ricos, ainda que de qualidade mais baixa. E a distancia entre ricos e pobres neste quesito se estreitou nas últimas décadas. Uma vez que, em última análise, é o que consumimos o que interessa, essa é uma questão que tem de ser deixada clara em eventuais discussões.

Como dito neste artigo: a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro? Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu?

O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente. Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

Terceira pergunta: e a mobilidade de renda?

Os que se preocupam com a desigualdade frequentemente pontificam como se os ricos, que estão ganhando cada vez mais, e os pobres, que estão ganhando cada vez menos, fossem sempre os mesmos, ano após ano.

Eles veem aquelas estatísticas que mostram que os 20% mais ricos detêm hoje uma fatia da renda nacional maior do que 30 anos atrás, ao passo que os 20% mais pobres detêm uma fatia menor. Daí, concluem que esses ricos são exatamente os mesmos, e que eles ficaram ainda mais ricos; e que os pobres são exatamente os mesmos, e que eles ficaram ainda mais pobres.

Muito bem.

Sobre os pobres terem ficado mais pobres, esta é uma conclusão que, como já dito, simplesmente não se sustenta. Os pobres enriqueceram nos últimos anos (veja o gráfico 1 deste artigo).

Falemos então sobre a mobilidade de renda, que é o que está sendo realmente ignorado. Comparações entre dois anos separados entre si por décadas são retratos estáticos de um processo dinâmico. O que essas comparações realmente dizem é que "aqueles que eram ricos no ano X detinham Y% da renda nacional; e aqueles que são ricos no ano X + 25 — pessoas completamente diferentes daquelas do ano X — detêm Z% da renda nacional".

Em outras palavras, as pessoas e famílias que abrangem "os ricos" muda ano a ano. E o mesmo ocorre para os 20% mais pobres.

Uma fácil comprovação disso é você olhar a lista de bilionários da Forbes, publicada anualmente. Praticamente todas as pessoas que figuravam na lista em 1987 — primeira vez em que ela foi publicada — não mais estão nela hoje.

Há um grande e controverso debate entre economistas sobre quão fácil ou difícil é para uma pessoa que é pobre em um dado ano ter maiores fluxos de renda nos anos seguintes. Este é o debate. Que a mobilidade de renda realmente existe, isso não mais está em questão.

A conclusão é que você não pode falar sobre desigualdade sem, ao menos, discutir o grau de mobilidade. Se o que incomoda as pessoas no que diz respeito à desigualdade é a suposição de que os pobres estão estagnados ou empobrecendo, então, explorar o grau em que isso é realmente verdade é essencial à discussão.

Quarta pergunta: quais, exatamente, são os problemas causados pela desigualdade?

Se você já conseguiu esclarecer o que todos os debatedores pensam sobre as três primeiras questões, faça então a pergunta: se a pobreza está se reduzindo e, mesmo na atual condição, os pobres ainda conseguem manter um padrão de consumo decente, o que, exatamente, há de errado com a (crescente) desigualdade?

Pela minha experiência, uma resposta comum é que, mesmo se os mais pobres estiverem enriquecendo, o aumento ainda maior na prosperidade dos ricos confere a estes um acesso injusto ao processo político. Os super-ricos transformarão seu poder econômico em poder político, frequentemente de maneira que redistribui recursos para eles próprios e seus amigos.

Esta, obviamente, é uma preocupação legítima, mas observe que a conversa, subitamente, mudou da desigualdade em si para os problemas dos conchavos políticos, do capitalismo de estado (ou "capitalismo de quadrilhas") e do fato de haver um estado com poder suficiente para se criar tais distorções.

Para atacar esse arranjo estatal corporativista e reduzir a capacidade dos ricos de transformar riqueza em poder político há várias soluções que não envolvem a redistribuição forçada de renda — a qual, no final, faz com que ainda mais dinheiro vá para políticos e seus mecanismos.

Aqueles que levantam essa preocupação estão, na prática, reclamando apenas do compadrio gerado pelo estado, não da desigualdade em si. A fonte do problema é o estado, cheio de benesses e de favores a serem distribuídos, o qual, indiscutivelmente, se tornaria ainda mais poderoso e distorcivo caso os preocupados com a desigualdade tivessem suas políticas favoritas aprovadas.

Por fim, mesmo aqueles que são céticos em relação aos argumentos de que a desigualdade seja problemática, podem concordar que tem havido alguma redistribuição de riqueza do pobre para o rico nas últimas décadas. Isso se dá, majoritariamente, por causa das políticas do governo que favorecem quem já está próximo ao poder, seja devido aos exorbitantes salários que funcionários públicos de alto escalão recebem, seja por causa de sua política de expansão de crédito subsidiado para grandes empresas, seja por causa de suas políticas protecionistas que protegem as grandes indústrias criando uma reserva de mercado e impedindo os pobres de comprar bens mais baratos do estrangeiro, seja por causa de sua política fiscal que, ao incorrer em déficits orçamentários, aumenta a riqueza dos compradores dos títulos públicos.

Não nos esqueçamos também da exigência de licenças profissionais e dos encargos sociais e trabalhistas que dificultam a obtenção de trabalho pelos mais pobres, que costumam ser menos qualificados e não justificam o preço exigido como mínimo a ser pago por sua mão-de-obra.

Há, ainda, tentativas governamentais de regular e até mesmo banir o Uber, o Lyft, o AirBnB e todas essas empresas da chamada "economia compartilhada". Essas são, justamente, as melhores alternativas para alguém que não está encontrando oportunidades conseguir uma fonte de renda, já que é a área da economia menos controlada pelo governo que se conhece.

Por fim, vale ressaltar que é o estado quem impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas e se integrar ao sistema produtivo.

Todas essas políticas são problemáticas justamente porque aumentam a desigualdade e a pobreza de forma artificial. Com efeito, uma discussão muito mais interessante incluiria qual o papel dessas políticas estatais na criação das desigualdades artificiais em oposição às desigualdades naturais, que são aquelas que surgem espontaneamente no mercado em decorrência da maior aptidão de cada indivíduo.

Conclusão

Novamente, os leitores interessados em dados devem consultar as duas monografias linkadas no primeiro parágrafo do artigo. No entanto, mesmo sem os dados, essas são as quatro perguntas que valem a pena ser feitas numa conversa sobre desigualdade se você quer realmente chegar ao cerne do que está em jogo e persuadir aqueles preocupados com a crescente desigualdade a ver a questão por um ângulo diferente.

___________________________________________________
https://www.mises.org.barticle/2632/em-qualquer-discussao-sobre-desigualdade-estas-sao-as-quatro-perguntas-que-tem-de-ser-feitas
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
submitted by UninformedImmigrant to portugal [link] [comments]


2020.09.18 10:52 TiaSayu Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

Yo mina, Daijobu deska? *ೃ˚
Hoje falarei sobre um tema que me atormenta assim com muitas pessoas diariamente. Espero que esse texto ajude alguém que nessa pandemia, anda sofrendo com o dobro das reações desse distúrbio.
AVISO: Se caso você sofre com este problema e níveis descontrolados POR FAVOR, procure por profissionais para se auto-ajudar. Não tente sobre HIPÓTESE alguma tomar medicamentos por conta própria e nem usar métodos não convencionais. Sempre consulte o seu psiquiatra ou médico sobre suas dúvida, e se cuide da maneira correta.
Bilhetinho: Espero com que este texto seja fonte de muito apoio para aqueles que sofrem disto, um guia para aqueles que querem ajudar alguém que sofre. Espero que, de alguma maneira, posso ter sido útil na vida de alguém e ter alegrado o seu dia ♥
Vamos para o textinho︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶
Bom... Para aqueles que desconhecem a ansiedade é algo comum e todos estão sujeitos a senti-la. No entanto, a ansiedade é uma doença subjacente (Que não se manisfesta claramente) somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana da pessoa, em resumo: ''A Ansiedade é um termo geral para vários distúrbios que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação exagerada. ''
A ansiedade que estou citando é mais do que o comum do qual estamos habituados. Está além da empolgação de ir se apresentar em uma entrevista de emprego ou comparecer no primeiro encontro; Tal circunstância pode se agravar com traumas ou com problemas persistentes na vida de alguém, e os sintomas são duradouros e limitadores, o que atrapalham a vida desta pessoa.
Os principais sintomas que podem acontecer são:
Para ajudar ou se auto-ajudar, é necessário entender esses pontos e procurar conversar ou se entender. Procurar as fontes e raízes desta ansiedade e tentar muda-las para amenizar os efeitos. E é para isto que existem os profissionais e pessoas que podem te dar esse suporte durante uma crise.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos importantes:;
Para aqueles que querem ajudar alguém que sofre com isto, é necessário entender algumas coisas cruciais... E entender em si o que é a Ansiedade e os seus tipos.
1- A coisa mais importante é se ter PACIÊNCIA.~ A pessoa já está sofrendo com diversos pensamentos a mil por hora, mal conseguindo conter as próprias emoções e atos. Tenha cautela ao se referir e agir, qualquer erro pode dar a entender que a pessoa afetada só está incomodando e atrapalhando a vida dos outros (E vai por mim, isso vai piorar em 1000%)
Tente conversar, ajude-a se acalmar, converter os pensamentos negativos. Incentive fazer algo divertido ou diferente, algo que vá distrai-la e alegra-la. Dê amor, carinho e seja compreensivo. Evite Julgar, apontar erros e defeitos.

2- Seja compreensivo.~ Tenha em mente de que aquela pessoa que sofre de ansiedade, não tem controle sobre os próprios pensamentos e emoções. Evite fazer mistério e joguinhos de adivinhação, assim como botar medo ou pressão. Além de ser algo completamente irritante para qualquer um, para um ansioso ele ficará bem mal e aflito. Ex:;
'' Preciso te contar algo, mas só posso contar amanha'' ou ''Estamos atrasados. Se apresse!''
Faça isso e é uma noite que você rouba desta pessoa. Enquanto a você dorme tranquila, o ansioso fica acordado, pensando em tudo que é possível e o impossível para adivinhar o tema do assunto ou se cobrando por ter feito melhor.Então por favor, não faça estas brincadeiras de mal gosto, prometendo e adiando coisas, isso faz um mal que só o ansioso entende.Entenda que nossa cabeça funciona a mil por hora, diferente das demais pessoas:Ex:;
Pessoa normal: ''Ata certo, tenho que fazer isto e pronto..''
Ansioso: Tá eu tenho que fazer isso... Perai, será que eu desliguei o gás? ESSA NÃO, SE A CASA EXPLODIR VAI SER MINHA CULPA, PESSOAS VÃO MORRER E A CULPA SERÁ MINHA. Mas.... Será que eu tranquei a porta?... E SE ALGUÉM INVADIR MINHA CASA E FAZER TAL COISA.
(Vai por mim, isso não vai acabar tão cedo. Então por favor, tenha consciência)

3- NUNCA, SOBRE HIPÓTESE NENHUMA, JULGUE. EVITE TOTALMENTE DAR TRANCOS: Como dito, a sensação de estar incomodando é constante. Pensamos que a pessoa nos abandonará, ou que estamos fazendo mal a ela ou atrapalhando a vida dela, nos sentimos inferiores e sempre estamos nos menosprezando. Há casos que até mesmo, o ansioso termina um relacionamento bacana apenas por pensar que ele é incapaz, que o seu conjunge não o(a) suporta e nem gosta dele(a).
E realmente, há pessoas que julgam.Falam que somos muito complicados, que estamos fazendo drama ou teatro, nos evitam para não ter alguém ''enchendo o saco'', e que nos afastamos por ser pessoas ''falsas''. Houve até comentários na minha vida, de pessoas aconselharem a opção de término de um namoro, pois deduziam que a menina estava distante, que ela estava traindo e estava sendo seca de proposito.
NÃO! Nos isolamos e nos afastamos por achar exatamente que estamos fazendo algum tipo de male. Jamais julgue ou se deixe elevar por opiniões alheias. Tente conversar e entender, não vá se precipitando. No final, se caso isso tenha força, só sofreremos ainda mais.
4- Ouça mais e seja sincero: Se a pessoa finalmente conseguir desabafar, a escute até o fim. E se ela hesitar por medo ou insegurança, acalme-a e prossiga. Na maioria das vezes, elas só querem ser ouvidas e não receber conselhos (A não ser que ele(a) peça). E o mais importante, não finja falsa sinceridade, não dê essa expectativa falsa, além de ser uma ato bem babaca, isso só mostra que no fim, você não estava preocupado e nem interessado em ajudar de fato, que só fez por mera educação.
5- Convide-o(a) para dar uma volta: Se possível no momento, convide-o para uma volta. Caso a pessoa aceite, converse e tente distrai-la e acalma-la, fazer atividades talvez, fazer alguma coisa bacana. Gastar a energia em uma caminhada ajuda bastante (Bom, pelo o menos para mim ajuda)
6- NUNCA, JAMAIS OFEREÇA BEBIDAS ALCOÓLICAS: É serio, em crises a pessoa pode associar a bebida como um escape. AI meu filho, ficará difícil faze-la abandonar.
7- E por ultimo. Não diminua isto: Ansiedade é algo que precisa de atenção, assim como a depressão. É algo que afeta a vida de alguém de forma profunda, sendo motivo de vários suicídios e problemas graves nas famílias. Não a trate como algo banal e sem importância, é algo que precisa de atenção e empatia.
︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos para aqueles que Tem a ansiedade e querem uma mãozinha para amenizar os efeitos ♥
1- Pratique alguma atividade física.Dança, artes marciais, ginastica... Qualquer coisa! Isso, além de dar uma animada e fazer bem para a saúde, ajuda a distrair a mente e ''descontar o estresse''. É um ótimo incentivo.
2- Meditação: Se é algo que me ajudou muito nas minhas crises, é a meditação. Ouvir uma musica calma, controlar a respiração, fechar os olhos e relaxar o corpo. É uma boa pedida e AJUDA muito numa crise.
3- Ouvir musicas favoritas: Como uma ansioso precisa descontar sua energia, desconte dançando ou curtindo uma musica de preferência. Isso ajuda e MUITO, nem que seja necessário repetir a musica diversas vezes ou cantar junto.
4- Mantenha uma alimentação top: Sim, até a comida influência. Evite comidas muito gordurosas em certos horários do dia. Os hormônios podem ser nossos inimigos após alimentação.
5- Desconte em seus Hobbies ou descubra novos Hobbies: Nada melhor do que fazer o que a gente gosta, nestes momentos o Faça! Isso pode ajudar durante uma crise e vai distrair sua mente para focar neste Hobby.
6- Pense ao contrario de tudo!: Se realmente está difícil de suportar a crise e nada está ajudando, Alimente boas sensações. De todos os pensamentos negativos converta para os bons. Ex:;
"'Droga eu teria conseguido se eu tivesse feito tal coisa... Não, eu dei o meu melhor e sei que estão orgulhosos de mim. Vou me esforçar mais para que na próxima eu não comenta o mesmo erro. ''
''Ain... Ela falou tão mal de mim... Por que? O que eu fiz?... Não! Há pessoas que me ama do jeitinho que eu sou, e se essas pessoas que são importantes para mim me amam pelo o que eu sou e amam minha aparência, então eu acredito nelas e que se dane o resto!.
Isso é psicológico, não e deixe levar pelos os próprios julgamentos e não se castigue! ♥
7- Procure se amar e se auto entender, reconheça que todos podem errar, e que errar não é algo ruim. Aprender com os erros é melhor do que aprender com os acertos. Se caso você errar com alguma coisa, não se abale! Se valorize e reconheça que você é incrível e que há pessoas que adoram o eu jeitinho.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀

Minha experiencia: Sofro de ansiedade, fruto por parte da minha mãe e traumas vindo da época do fundamental/colegial. Meus dias são difíceis e parecem somente piorar. Minha crises são graves e preciso de ajuda na maioria das vezes, tomo medicamentos para ajudar nos sintomas que, muitas vezes, funciona. O sentimento de angustia é algo que realmente machuca, algo que não me dá paz e me faz ter pânico quase por três dias inteiros.
Quando meu namorado está comigo, me ajudando e me dando suporte e amor é algo muito bom. Me sinto muito bem e sinto que melhoro e evoluo demais a cada crise, é importante entender a existência dessas pessoas na nossa vida e de como isso ajuda a evoluir nosso ser. Já fui muito julgada, abandonada, criticada e realmente, são coisas que apenas pioram minha vida. Mas sigo lutando e espero ajudar outras pessoas como eu o aquelas que tem a boa intenção de ajudar estas pessoas.
Enfim, espero que tenham gostado e ter realmente ajudado alguém ♥
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2020.09.18 02:30 DarkJayBR Manual de Entrevista de Jogador [TEMPLATE] - Como mandar bem nas entrevistas.

Acabou o primeiro tempo, seu time está ganhando, e o repórter vem falar com você: Repórter: E aí, como foi o primeiro tempo na sua opinião? RESPOSTA = É.. conseguimos marcar o gol, mas ainda falta o segundo tempo, nós temos que continuar com o mesmo ritmo pois estamos enfrentando um grande adversário.
Acabou o primeiro tempo, seu time está perdendo, e o repórter vem falar com você: Repórter: E aí cara, vacilou um pouco ali na marcação e acabou tomando o gol, você acha que dá pra virar? RESPOSTA = Vacilamos né... tomamos um gol que não era pra tomar... mas vamos aí pro vestiário ouvir ai as orientações do professor, e se Deus quiser nós vamos virar esse jogo. Nós temos tudo pra ganhar.
Fim de jogo, seu time perdeu, e o repórter vem falar com você: Repórter: Infelizmente não deu né, e agora, vocês já estão pensando na próxima partida?
RESPOSTA I: É... agora é abaixar a cabeça, nós sabiamos que seria um adversário complicado, nós cometemos erros que não eram pra ter sido cometidos. Mas... vamos treinar forte durante a semana para que a gente não cometa os mesmos erros deste jogo e para que possamos sair com os três pontos na próxima.
RESPOSTA II: Fomos prejudicados pela arbitragem! O juiz deveria ter levado o jogo até os 48 do segundo tempo mas terminou aos 46, uma vergonha! Se não fosse isso nós teriamos vencido. O VAR tá ai pra ajudar o juiz, mas o cidadão não chama véi... ai fica difícil. Mas... vamos treinar forte para no proximo jogo a gente poder "tar" conseguindo aí os três pontos.
Fim de jogo, seu time venceu, e o repórter vem falar com você: Repórter: Bela vitória, hein? RESPOSTA: É... graças a Deus! Enfrentamos um grande adversário, eu admito, perdemos um pouco o controle do jogo no primeiro tempo, mas ai depois da conversa com o professor a gente conseguiu se focar, começou a tocar a bola, sair com a marcação e graças a deus eu pude ai tá fazendo dois gols pra ajudar o time.
RESPOSTA II: Heh... primeiramente eu gostaria de agradecer a Deus, segundamente ai eu gostaria de agradecer a minha família, minha esposa, minha irmã, meu pai, que ficaram do meu lado e me deram força durante toda a campanha, foi uma grande vitória! Nosso time correu o jogo todo! O juiz atrapalhou um pouco, deu muito acréscimo, mas soubemos administrar e vencer o jogo. Esse título, claro, não é só meu, foi tudo um trabalho da comissão técnica e dos meus companheiros, todo mundo trabalhando junto pra alcançar nossos objetivos ai.
Fim de jogo, seu time é rebaixado pra segunda divisão:
Repórter: O que que dá pra dizer nesse momento pra torcida? Se é que dá pra falar alguma coisa.
RESPOSTA: Muita triste, muita tristeza, o momento é de tristeza, é um momento que... eu não imaginava nunca passar na minha carreira, você, quando chega no vestiário, e cai a ficha do que aconteceu... é foda... mas agora é abaixar a cabeça e começar os trabalhos para que ano que vem, se deus quiser, nós consigamos trazer essa grande instituição de volta pra primeira divisão.
RESPOSTA II: Eu cresci dentro deste clube, então sei da dor que o torcedor está passando, e em um momento difícil desses a gente fez de tudo pra escapar... mas infelizmente não deu, nós não conseguimos. Agora é abaixar a cabeça e começar os trabalhos para que ano que vem, se deus quiser, a gente poder "tá" voltando ai pra primeira divisão.
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2020.09.17 06:24 Rotarki Eu preciso de uma luz

Eu vou tentar resumir para que não fique muito grande. Eu tenho 22 anos de idade, estou no último ano da faculdade, faço curso na área de tecnologia da informação e estou bastante perdido na minha vida. Eu perdi a vontade de lutar por mim, ao mesmo tempo, eu não quero desistir da minha vida.
Eu formei no ensino fundamental, médio e curso técnico sem tirar uma nota abaixo da média, eu nunca fiquei de recuperação ou reprovei em absolutamente nada, tudo sempre foi muito fácil pra mim, eu simplesmente ia e dava certo, sem me importar com qualquer coisa que pudesse ser um obstáculo. Eu era extremamente cheio de vontade e queria ser alguém 'grandioso', mas o único motivo para isso era a capacidade de construção de uma família feliz, queria ter uma esposa e 2 filhos, e ser para eles um herói, esse era meu sonho de criança. Minha motivação esteve por muito tempo arraigada à ideia de estar ao lado de um amor, e construir uma vida assim... Mas, ao longo da minha vida eu fui me decepcionando muitas vezes, e nunca confiei muito em ninguém, nem em amigos que eu amo, porque penso que estes mesmos podem me deixar um dia. Nunca namorei de verdade, e a garota da qual eu cheguei mais perto disso, que eu mais confiei em toda minha vida e me abri de todas as formas, me abandonou no fim e foi extremamente doloroso, eu me senti substituído e inválido, fraco. A vida perdeu o sentido, e eu me senti um homem impotente comigo mesmo, desprezível até, inferior.
Claro, depois de um tempo eu percebi que o erro era em sua maior parte da garota em questão, e eu também errei em interpretar o quão especial ela era pra mim, eu superei esse relacionamento mas não voltei a ver cor na vida, aquilo era tinha sido o rompimento do último fio que mantinha minha vontade no mundo. O mundo é repleto de pessoas podres, crueldade e decepções de todas as espécies, eu sei que há, entretanto, no meio de todo o caos algumas centelhas de luz, e é justamente o que eu preciso nesse instante, um pequeno milagre, que claro, pequenino aos olhos alheios, pois para mim seria possivelmente o maior que vivi após o meu nascimento. Eu entrei na faculdade já deturpado mentalmente, não era mais obrigado a ficar na sala de aula portanto eu matava muitas aulas, eu não me importava com absolutamente nada, nem com resultados de provas, trabalhos, notas ruins...(Não foi quando houve o rompimento da relação com a garota, eu já entrei na faculdade meio desanimado da vida, o rompimento do relacionamento com a garota foi no começo de 2020, meu último ano da faculdade) Por mais inteligente que eu pudesse ser, não havia como adivinhar o conteúdo da prova sem nem ter feito absolutamente nenhuma aula anterior a mesma, então eu afundava absurdamente em tudo, foi assim durante todos os anos da faculdade, mas eu conseguia ser aprovado ainda assim, porque meu esforço mínimo já gera grandes resultados, costumeiramente.
Chegamos ao problema: Eu não consigo mais me esforçar nem minimamente, eu perdi totalmente o interesse no mundo. Após o problema do último relacionamento, eu fiz um pequeno plano de curto prazo do qual, surpreendentemente, tudo aconteceu, o último estágio do plano era sair do meu emprego e focar em estudar programação, porque é o que está relacionado ao meu curso e onde tenho maiores possibilidades de ganho. Eu me encontro na fase aonde eu posso simplesmente me esforçar e estudar, mas não tenho vontade, eu não consigo ir adiante nisso porque não tenho desejo disso, e não consigo ter motivação e nem o mais importante, disciplina. Pra quê me esforçar? Pelo quê lutar? Eu não amo nada, não consigo amar nada, e não tenho ambição ou cobiça de construir mais nada, eu não sei nem se ainda quero realizar aquele meu grande sonho de ter uma família, eu me decepcionei demais vivendo. Eu sinto que já vivi tudo, já senti como é ter muito dinheiro, como é ter relações sexuais, como é amar e como é ser desprezado, eu nunca me senti verdadeiramente amado por uma garota, mas isso nem mesmo é o foco principal. Eu conseguiria seguir adiante, sabe? Eu sei que se eu sentisse verdadeiramente vontade, eu dobraria o mundo de joelhos pois eu realmente me esforçaria em prol de algo. Acontece que se foi toda a minha vontade de lutar, eu tô cansado. Eu não tiro minha vida porque não quero desistir, eu não quero assumir que eu perdi, eu sei e acredito que enquanto houver vida há esperança, mas... Como pode haver esperança para alguém que não quer mais lutar? Eu não consigo simplesmente abrir um vídeo no youtube de 20 minutos pra estudar, eu tenho desejo de fazer qualquer outra coisa. Antes que pense algo como 'Você só não gosta tanto assim de programação' bem, eu gostaria de gostar de alguma coisa, mas não há nada que eu ame na vida, não há nada que me dê verdadeiramente prazer e que eu queira, eu tenho apenas existido. Pelo menos acho interessante programação.
Eu juntei um dinheiro, consigo me manter por 11 meses sem depender de nenhuma ajuda financeira, eu realmente planejei para que eu pudesse viver esse momento e me dedicar 100% ao estudo de programação, mas eu não consigo me dedicar nem 1%. O tempo tá passando, e eu já tô nessa tem alguns meses, eu tenho vários trabalhos atrasados na faculdade que eu não tenho vontade de resolver, inclusive o meu TCC. Eu sinto que isso tudo é uma bomba relógio até dar um grande problema, mas eu não sinto medo, e as duas razões pra isso são: 1- Eu não me importo 2- Eu sei que se eu me importasse, eu resolveria qualquer coisa.Eu já cogitei que tudo isso pudesse ser uma grande auto-sabotagem, e que eu construí durante 4 anos uma arma pra me destruir, porque no fundo eu me odeio, mas não sei se isso era mesmo a resposta, considerei várias vezes tê-la encontrado, falhei em todas. Esse é o grande abismo da minha vida, infelizmente, cedo demais eu encontrei ele. Eu penso que se eu superar essa necessidade do desejo para lutar, não existirá nunca mais algo que seja um obstáculo pra mim, eu, ironicamente, sou meu maior obstáculo. Como vencer à mim mesmo? Eu não sei se alguém poderá realmente me entender e me dar alguma pista de como sair desse labirinto mental que eu vivo, mas eu preciso tentar pelo menos esse pouco aqui, porque eu sou teimoso demais pra desistir totalmente de mim.
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2020.09.17 06:23 Rotarki Preciso de uma luz.

Eu vou tentar resumir para que não fique muito grande. Eu tenho 22 anos de idade, estou no último ano da faculdade, faço curso na área de tecnologia da informação e estou bastante perdido na minha vida. Eu perdi a vontade de lutar por mim, ao mesmo tempo, eu não quero desistir da minha vida.
Eu formei no ensino fundamental, médio e curso técnico sem tirar uma nota abaixo da média, eu nunca fiquei de recuperação ou reprovei em absolutamente nada, tudo sempre foi muito fácil pra mim, eu simplesmente ia e dava certo, sem me importar com qualquer coisa que pudesse ser um obstáculo. Eu era extremamente cheio de vontade e queria ser alguém 'grandioso', mas o único motivo para isso era a capacidade de construção de uma família feliz, queria ter uma esposa e 2 filhos, e ser para eles um herói, esse era meu sonho de criança. Minha motivação esteve por muito tempo arraigada à ideia de estar ao lado de um amor, e construir uma vida assim... Mas, ao longo da minha vida eu fui me decepcionando muitas vezes, e nunca confiei muito em ninguém, nem em amigos que eu amo, porque penso que estes mesmos podem me deixar um dia. Nunca namorei de verdade, e a garota da qual eu cheguei mais perto disso, que eu mais confiei em toda minha vida e me abri de todas as formas, me abandonou no fim e foi extremamente doloroso, eu me senti substituído e inválido, fraco. A vida perdeu o sentido, e eu me senti um homem impotente comigo mesmo, desprezível até, inferior.
Claro, depois de um tempo eu percebi que o erro era em sua maior parte da garota em questão, e eu também errei em interpretar o quão especial ela era pra mim, eu superei esse relacionamento mas não voltei a ver cor na vida, aquilo era tinha sido o rompimento do último fio que mantinha minha vontade no mundo. O mundo é repleto de pessoas podres, crueldade e decepções de todas as espécies, eu sei que há, entretanto, no meio de todo o caos algumas centelhas de luz, e é justamente o que eu preciso nesse instante, um pequeno milagre, que claro, pequenino aos olhos alheios, pois para mim seria possivelmente o maior que vivi após o meu nascimento. Eu entrei na faculdade já deturpado mentalmente, não era mais obrigado a ficar na sala de aula portanto eu matava muitas aulas, eu não me importava com absolutamente nada, nem com resultados de provas, trabalhos, notas ruins...(Não foi quando houve o rompimento da relação com a garota, eu já entrei na faculdade meio desanimado da vida, o rompimento do relacionamento com a garota foi no começo de 2020, meu último ano da faculdade) Por mais inteligente que eu pudesse ser, não havia como adivinhar o conteúdo da prova sem nem ter feito absolutamente nenhuma aula anterior a mesma, então eu afundava absurdamente em tudo, foi assim durante todos os anos da faculdade, mas eu conseguia ser aprovado ainda assim, porque meu esforço mínimo já gera grandes resultados, costumeiramente.
Chegamos ao problema: Eu não consigo mais me esforçar nem minimamente, eu perdi totalmente o interesse no mundo. Após o problema do último relacionamento, eu fiz um pequeno plano de curto prazo do qual, surpreendentemente, tudo aconteceu, o último estágio do plano era sair do meu emprego e focar em estudar programação, porque é o que está relacionado ao meu curso e onde tenho maiores possibilidades de ganho. Eu me encontro na fase aonde eu posso simplesmente me esforçar e estudar, mas não tenho vontade, eu não consigo ir adiante nisso porque não tenho desejo disso, e não consigo ter motivação e nem o mais importante, disciplina. Pra quê me esforçar? Pelo quê lutar? Eu não amo nada, não consigo amar nada, e não tenho ambição ou cobiça de construir mais nada, eu não sei nem se ainda quero realizar aquele meu grande sonho de ter uma família, eu me decepcionei demais vivendo. Eu sinto que já vivi tudo, já senti como é ter muito dinheiro, como é ter relações sexuais, como é amar e como é ser desprezado, eu nunca me senti verdadeiramente amado por uma garota, mas isso nem mesmo é o foco principal. Eu conseguiria seguir adiante, sabe? Eu sei que se eu sentisse verdadeiramente vontade, eu dobraria o mundo de joelhos pois eu realmente me esforçaria em prol de algo. Acontece que se foi toda a minha vontade de lutar, eu tô cansado. Eu não tiro minha vida porque não quero desistir, eu não quero assumir que eu perdi, eu sei e acredito que enquanto houver vida há esperança, mas... Como pode haver esperança para alguém que não quer mais lutar? Eu não consigo simplesmente abrir um vídeo no youtube de 20 minutos pra estudar, eu tenho desejo de fazer qualquer outra coisa. Antes que pense algo como 'Você só não gosta tanto assim de programação' bem, eu gostaria de gostar de alguma coisa, mas não há nada que eu ame na vida, não há nada que me dê verdadeiramente prazer e que eu queira, eu tenho apenas existido. Pelo menos acho interessante programação.
Eu juntei um dinheiro, consigo me manter por 11 meses sem depender de nenhuma ajuda financeira, eu realmente planejei para que eu pudesse viver esse momento e me dedicar 100% ao estudo de programação, mas eu não consigo me dedicar nem 1%. O tempo tá passando, e eu já tô nessa tem alguns meses, eu tenho vários trabalhos atrasados na faculdade que eu não tenho vontade de resolver, inclusive o meu TCC. Eu sinto que isso tudo é uma bomba relógio até dar um grande problema, mas eu não sinto medo, e as duas razões pra isso são: 1- Eu não me importo 2- Eu sei que se eu me importasse, eu resolveria qualquer coisa. Eu já cogitei que tudo isso pudesse ser uma grande auto-sabotagem, e que eu construí durante 4 anos uma arma pra me destruir, porque no fundo eu me odeio, mas não sei se isso era mesmo a resposta, considerei várias vezes tê-la encontrado, falhei em todas. Esse é o grande abismo da minha vida, infelizmente, cedo demais eu encontrei ele. Eu penso que se eu superar essa necessidade do desejo para lutar, não existirá nunca mais algo que seja um obstáculo pra mim, eu, ironicamente, sou meu maior obstáculo. Como vencer à mim mesmo? Eu não sei se alguém poderá realmente me entender e me dar alguma pista de como sair desse labirinto mental que eu vivo, mas eu preciso tentar pelo menos esse pouco aqui, porque eu sou teimoso demais pra desistir totalmente de mim.
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2020.09.12 04:13 jujubadejurubeba Sobre se casar e ter filhos sendo LGBT

Hoje me peguei pensando que talvez eu queira, sim, me casar e ter um filho (ou dois). Aos 26 anos, é uma possibilidade que volto a considerar.
Nunca gostei de crianças. Ou melhor, creio não levar jeito com elas, mas de ter minha própria casa e família sempre foram sonhos meus. Por muito tempo, contudo, foram objetivos dos quais eu havia desistido para focar nos estudos e minha carreira acadêmica. Já até havia me esquecido deles, inclusive!
Acompanho um canal no YouTube de um casal jovem que adotou um menino recentemente, tem documentado todo o processo de adoção, adaptação e dia-a-dia com o filho e isso fez com que eu retomasse ou voltasse a sentir esses meus desejos.
O pensamento de transferir, além de amor, claro, conhecimento para uma versão em miniatura de mim mesmo é algo que me enche de alegria! Mas foi algo que sequer passou pela minha cabeça por muito tempo e também não é algo que farei pelos próximos anos. Até os 30 ou com 30, talvez, mas, não agora.
E vocês? Sei que tentamos nos desprender da heteronormatividade, dos conceitos de família impostos por ela, da ideia de que somos obrigados a nos casar e ter filhos para sermos minimamente aceitos e não vistos como promíscuos, etc, mas quantos de vocês também sonham em se casar e ter filhos? É algo que quiseram desde sempre ou em algum momento reconsideraram também?
P.S.: Fui contar a minha mãe que acho que estava mudando de ideia sobre não ter filhos no futuro e ela desligou nossa chamada aos berros de tanta alegria. Os pais de vocês se agradam com o pensamento de serem avós também?
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2020.09.03 10:07 anom102030 Razões da existência

Olá, tudo bem?
Bom, apesar de talvez você ter clicado aqui para achar razões da existência, já aviso que talvez encontrará ou talvez ficará com um pensamento diferente na cabeça.
Já aviso previamente que essa leitura será longa.
Então comecemos.
Não sou uma pessoa muito experiente sobre a vida, tenho apenas 18 anos, e escreverei este post enquanto ainda consigo lembrar desse sentimento e pensamento que fica na minha cabeça, pois apenas quando estou só eu e meus pensamentos lembro disso melhor (no caso às 3:31 da manhã com o sono desregulado).
Sempre gostei de saber o por quê das coisas, acho que passo mais tempo do que a média das pessoas pensando sobre as razões de nossa existência e de onde viemos etc... Terei que começar pela religião para poder adentrar no assunto. Meus pais são cristãos mas nunca foram tão chegados a igreja, mas eu até os 13 anos também me considerava um cristão, comecei a pesquisar sobre religião, a vida e tudo mais bem cedo, sempre tive a curiosidade, ao longo do tempo fui pesquisando se mais alguém compartilhava do mesmo pensamento que eu tinha (naquela época acreditava em Deus e Jesus Cristo, mas eu não gostava de dogmas nenhum da igreja e etc), de início achei sobre um tal de "deísmo", mas me assustei a maioria dos deístas não acreditavam em Jesus, e, como eu ainda tinha heranças religiosas, achei aquilo um absurdo e etc, assim como qualquer outra criança que acredita em Deus e Jesus ficaria...
Mas a medida em que eu fui pensando e pesquisando mais sobre as coisas, fui me separando da religião. Eu dou muito valor a razão e a lógica do que sentimentos e intuição ( a propósito sou ISTJ). Então logo com aproximadamente 13 anos eu já me declarava deísta ( para aqueles que querem saber, deísmo é um pensamento filosófico no qual acredita-se que exista um criador, mas acreditando por vias lógicas, e não por intuição e etc, portanto, eu acredito que exista um criador que criou o átomo primordial que originou o big bang, e esse criador não tem nenhuma relação com as nossas vidas), antes que surja dúvidas, sim meus pais não gostavam que eu diria isso, achavam um absurdo e etc kkkkk.
Ok, mas onde eu quero chegar com tudo isso?
Sem a parte da religião, a parte das razões de nossa vida já é restringida MUITO, então darei mais algumas opiniões sobre o assunto.
Para quem veio para saber sobre alguma razão de viver, vou dizer primeiro algumas coisas típicas e depois a mais complexa: você pode viver para conversar com seus parentes; você pode viver para servir alguém e vê-la feliz; você pode viver para criar seus filhos e deixar sua marca no mundo; você pode viver para deixar sua marca no mundo de outra maneira também, de algum jeito especial que você conseguiu fazer; você pode viver para ver o lindo céu azul e arco-íris que nascerá após uma bela tempestade... Enfim, são muitos motivos para continuar vivo e feliz, mas no geral, a razão para se viver são seus objetivos de vida, até mesmo um objetivo de ser feliz ( acho que esse é o maior), ou, se seu objetivo é ser rico, ajudar sua família e N outros objetivos que uma pessoa pode ter, viva para cumprir eles e sentir a satisfação de serviço bem feito.
Agora entrando no campo de viver com o objetivo de ser feliz... Algum tempo atrás vi um vídeo no YouTube de um brasileiro viajando o mundo a pé com um carrinho de supermercado carregando as coisas ( podem pesquisar, eu esqueci o nome do canal), e isso me fez refletir que a gente tem mais que dizer FODA-SE para o que os outros pensam e seguir a vida que queremos, sua felicidade não depende da aprovação de outros, mas mesmo que você necessite dela, se as pessoas não aprovarem você irá viver triste para sempre? Espero que não. Então é isso, eu poderia escrever muito mais nessa parte, mas não quero me alongar muito kkkkk.
Agora entrando em outra parte mais interessante para mim, niilismo.
Nunca nem mesmo eu li Nietzsche, mas pesquisei mais sobre niilismo. Niilismo é basicamente você não ver motivo para as coisas, nada importa no final, pode até ser encarado como negatividade mas não é bem assim (vou deixar resumido pois não é na definição de niilismo que quero focar) Ok, então vendo todos os pontos do quais eu descrevi, lá vai o maior motivo de eu estar escrevendo isso:
É muito difícil viver com o sentimento que somos inúteis, não somos nada, simplesmente isso, não somos especiais, somos apenas mais uma raça qualquer em um planeta qualquer e nada mais, somos mais uma espécie de animais, mas assim como os pássaros detém o poder de voar, os peixes detém o poder de respirar na água, os humanos tem o poder do raciocínio e a razão. Apenas isto, resumidamente somos mais um em um quase infinito universo. Quando você vê um peixe morrendo, você imagina para onde ele vai? Se ele vai para o "céu" dos peixes, ou até mesmo de qual o propósito do peixe no mundo? E por quê para um outro grupo de animais ( os humanos) seria diferente?
É isto, as vezes sinto que isso é agoniante saber que a gente não é nada, então só nos resta aproveitar e viver uma vida feliz...
Obs: também sei que existem niilista que usam desse discurso para fazer coisas erradas, pois eles pensam que como nada importa, então fodase eles vão fazer tudo errado mesmo e não estão ligando para os sentimentos alheios...
Bom, deixo essas várias reflexões e muito obrigado por ler até aqui!
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2020.09.02 16:57 Diamonice Grrrrr

Tô estressada pra caralho hj, na verdade desde do fim de semana onde tive que arrancar 2 sisos e não posso mastigar sem sentir dor e incômodo, não posso sair pra espairecer e pra piorar minha família me estressa o dia todo, principalmente minha vó que é um cu de preguiça e só sabe mandar faz porra nenhuma além de reclamar o dia inteiro, o tipo de pessoa que é incoveniente só de respirar do teu lado, sabe?!. Tô me sentindo como uma garrafa sobre pressão prestes a explodir, essa sensação é horrível, não consigo focar em nada.
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